terça-feira, 19 de novembro de 2013

Entrevista a Marco Taylor

terça-feira, 19 de novembro de 2013
Esta semana o nosso convidado é Marco Taylor, que acaba de lançar o seu primeiro livro: «Não, este livro não tem nome», um conjunto de contos e poemas da sua autoria.

HT: Este livro é uma compilação de textos escritos nos últimos 3 anos. Como é que surgiu a ideia de os reunir em livro?
Marco Taylor: Sou a favor da partilha daquilo que fazemos ou pensamos, sejam palavras, imagens, sons…
Sempre escrevi, pois há muito que estou ligado à publicação de revistas, fanzines, agendas, etc. Escrevi, também, há uns anos atrás, um livro sobre Mushing, um desporto canino (edição de autor). O motivo foi o mesmo, neste caso a partilha de conhecimentos, pois era praticante desse desporto.
Sou professor e há 4 anos atrás fiquei colocado em Cercal do Alentejo, uma pequena localidade na costa alentejana. Passei a ter algum tempo livre e comecei a ler. Sou uma espécie de um idiota influenciável, como gosto de dizer. Se vou ao teatro apetece-me fazer teatro, se vou a uma exposição de pintura, fico com vontade de pintar. Comecei a ler e apeteceu-me escrever. Fui divulgando esses pequenos textos na minha página pessoal do Facebook e o público-alvo eram, obviamente, os meus amigos, que opinavam sobre os mesmos, e que, por vezes, partilhavam-nos. Como é hábito, os amigos diziam-me frequentemente: porque não publicas um livro? Nunca levei essa sugestão muito a sério.
Recentemente abri um bar onde existe uma parede pintada com tinta de ardósia e na qual escrevo e desenho. O que escrevia passou a chegar a mais pessoas que não os meus amigos. O feedback recebido foi bom. Como penso sempre em grande, avancei para um livro, de forma a chegar, supostamente, a mais pessoas.

HT: As pessoas têm a ideia generalizada de que o processo de edição é uma coisa muito complicada, com os autores a contactar imensas editoras e a receber muitas respostas negativas. Como correu o processo de edição do seu livro?
Marco Taylor:
Foi precisamente assim. Mandei para várias editoras e recebi algumas respostas. A maioria foi um “já temos o plano de edições fechado”, mas existem editoras que, a troco da compra de livros, editam. Escolhi uma delas e agora tenho livros para vender.

HT: Confesso que ainda não tive hipótese de ler o seu livro. Quer falar-nos um bocadinho sobre ele?
Marco Taylor:
O livro tem de tudo um pouco, mas penso que são os contos que ocupam mais páginas. Existe muita poesia no que escrevo, principalmente em prosa.
Existem, também, as ilustrações que são uma parte importante do livro. São igualmente de minha autoria e ofereço a reprodução de uma delas junto com os livros que vendo pessoalmente.

HT: Imagino que, além da escrita, também goste de ler. Quais os seus escritores de referência?
Marco Taylor:
Sou atípico. Escrevo, mas infelizmente leio muito pouco. Não por não gostar, mas por falta de tempo. Estive nos últimos 20 anos ligado a diversas associações que me ocupavam o tempo todo; a título de exemplo, fui diretor de um festival internacional de cinema de animação – Animatu, para além do que fazia aparte disso de âmbito mais criativo: pintura, escultura, banda desenhada… 
E quando me veem a ler é em esplanadas ou na praia, nunca em casa, onde tenho muitas outras coisas para fazer.

HT: Sei que está a preparar outro livro, desta vez para o público infantil. Porquê a escolha deste público-alvo?
Marco Taylor:
Dei-me conta que algumas das minhas histórias se adequavam, igualmente, a crianças. Como escrevo e desenho, posso fazer todo o livro sem depender de terceiros; além disso, pelo facto de ter o curso de design gráfico, até a própria paginação pode ser realizada por mim.
O primeiro livro infantil está acabado. É um livro com bastante potencial para se explorar em sala de aula, pois aborda as novas relações familiares. Pode ver-se algumas imagens na página do Facebook que entretanto criei: www.facebook.com/marcotaylorautor.
Aproveitando o embalo, decidi terminar um livro de BD, para um público adulto, que deixei a meio em 2005.

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