terça-feira, 5 de novembro de 2013

Entrevista a Maria João Lopo de Carvalho

terça-feira, 5 de novembro de 2013
Maria João Lopo de Carvalho é a nossa convidada para a entrevista desta semana.
Depois do sucesso que foi o livro "A Marquesa de Alorna", acaba de lançar "Padeira de Aljubarrota", um romance histórico baseado na Lenda de Brites de Almeida.
Resta-me agradecer a disponibilidade e simpatia com que a Maria João me respondeu e enviar um grande beijinho.
HT: A Maria João tem uma vasta obra publicada, que vai desde a literatura infantil ao Romance Histórico. Como é que nasceu a paixão pela escrita?
Maria João: É como respirar, não tenho memória de mim sem escrever. É o meu espaço de liberdade tranquila onde posso ser para além de mim.

HT: Além da escrita, também está ligada ao ensino. As suas experiências com as crianças servem de inspiração para os livros infantis?
Maria João: São essenciais, uma boa parte de mim ficou «presa» aos 12 anos. Quando estou com os meus «pares infantis» vou buscar essa metade e sinto-me como se habitasse de novo o meu mundo pequeno  ou, melhor dizendo, o meu mundo infinito onde tudo é muito possível!

HT: Como é que concilia a escrita com a sua actividade profissional? Tem horários pré-definidos para escrever ou escreve quando tem inspiração?
Maria João: Sou metade germânica,  metade relógio suíço. A desculpa da inspiração não me convence. Quando  estou em «modo escrita» é para escrever a sério e nada me distrai do meu objetivo.

HT: O seu penúltimo livro, “Marquesa de Alorna” foi um verdadeiro sucesso em termos de vendas. Uma vez que se trata de um romance histórico, a investigação levou-lhe muito tempo? 
Maria João: Uma vida inteira… ou quase.  Desde aminha adolescência que digo o mesmo: «quando for crescida vou escrever a Marquesa de Alorna» . Intensamente demorei um ano e pouco, mas já trazia muita bagagem trabalhada.

HT: De todos os livros editados, consegue escolher o que lhe deu mais prazer a escrever? Se sim, porque motivo?
Maria João: Sempre o último. Neste momento a Padeira de Aljubarrota. É um enorme desafio viajar pela atribulados caminhos da idade média onde nem tudo é trevas nem tudo é luz!

HT: Deduzo que também goste de ler. Quais são os seus escritores de referência?
Maria João:
Leio clássicos e quase todos os da minha geração: Rita Ferro, Teolinda Gersão, Inês Pedrosa, Gonçalo M Tavares. É difícil escolher.

HT: Confesso que ainda não li o seu último livro, “Padeira de Aljubarrota” Quer falar-nos um bocadinho dele?
Maria João:
É uma historia cruzada entre duas «Beatrizes»: Brites de Almeida, a lendária Padeira de Aljubarrota,  e Beatriz de Portugal a «infanta – rainha» que casou o D. Juan, rei de Espanha e que se tornou no motivo principal da batalha de Aljubarrota. Espero que esta metáfora feita de asas e raízes, ajude os portugueses a acreditar na própria força e resiliência! Não há inimigo que nos vença!

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