terça-feira, 2 de junho de 2015

Entrevista a Ana Cristina Pinto

terça-feira, 2 de junho de 2015
Esta semana entrevistei Ana Cristina Pinto, autora do livro "A Guardiã- O Livro de Jade do Céu".
Podem acompanhar o percurso desta autora aqui.
Muito Obrigada à Ana Cristina pela entrevista.

HT: É inevitável começar com esta pergunta: Como é que surgiu a ideia de publicar um livro?
Ana Cristina Pinto: Eu só quis fazer uma coisa na vida: Escrever. Desde muito cedo que todas as minhas ambições se entrelaçavam com a escrita. Tive, no entanto, sempre a consciência, de que para escrever é preciso amadurecer. São as experiências de vida que nos dão “sumo”, conteúdo.  Viajar também ajuda muito e eu aproveitei cada viagem que fiz, (infelizmente menos do que gostaria), para crescer interiormente. Enriquecer-me. Mas só agora, já depois dos 40 anos, senti que tinha efectivamente algo de bom para dar aos outros. E escrever é isso. Dar de nós aos outros. Em 2004 comecei a ter blogues e à medida que ia verificando a aceitação das pessoas, ia ganhando um entusiasmo ainda maior pela escrita. A partir de uma certa altura, foram mesmo as pessoas que me liam que passaram a “exigir” um livro. A ideia começou a ganhar forma e aqui está o meu primeiro romance.

HT: Como correu o processo de edição?
Ana Cristina Pinto: Eu terminei de escrever “ A Guardiã- O Livro de Jade do Céu” em Julho de 2014. Enviei depois o original para várias editoras. Muitas avisaram logo que só me poderiam dar uma resposta 1 ou 2 anos depois. Tive uma nega de um grande grupo editorial que simpaticamente me enviou um e-mail dizendo que não me publicariam imediatamente, apenas porque já tinham concluídos os seus planos editoriais para os próximos 3 anos, e que, se eu estivesse disposta a esperar, poderia vir a ser editada por eles, uma vez que reconheciam qualidade no meu trabalho. Mas eu não tive essa paciência toda. Esperar mais 3 anos parecia-me impossível e tentei publicar com a primeira editora que rapidamente me deu o “Sim”. Já depois do contrato assinado e com o original na fase de paginação, percebi o erro enorme que eu estava a cometer. A editora que eu tinha escolhido dava sinais inequívocos de não ser afinal editora nenhuma, mas sim uma gráfica que quer apenas lucrar com os exemplares que o autor é obrigado a comprar. (É preciso ter cuidado, quando se pretende escrever para o publico e não apenas para os amigos. Andam por aí muitas “editoras” assim!) Não houve a mínima preocupação com a qualidade do texto, não fizeram revisão, a paginação estava péssima e eu percebi que o meu livro nunca iria estar à venda em lado nenhum. Este meu primeiro contacto com o mundo editorial foi péssimo e eu rescindi o contrato ainda antes do livro sair para a gráfica. Foi o melhor que fiz! Alguns meses depois recebi uma outra proposta da Capital Books e aceitei. Encontrei nesta editora uma equipa profissional, motivada, dinâmica e verdadeiramente interessada nas obras que publica e nos seus autores. Desde o primeiro momento, a Capital Books surpreendeu-me sempre pela positiva. Qualidade, empenho e rigor fazem parte da sua forma de estar no mercado. E eu não quero nada menos para os meus livros.

HT: Para quem, como eu, ainda não leu este livro, pode falar-nos um bocadinho sobre ele?
Ana Cristina Pinto: “ A Guardiã- O Livro de Jade do Céu” é um romance de ficção/fantasia. Tem uma forte componente histórica, muito do que se fala no livro existe ou existiu realmente, há também uma grande dose de espiritualidade, um puzzle que se monta com essa mesma espiritualidade, com ciência, sobretudo a Física Quântica (que me fascina brutalmente), e a mitologia, mas acima de tudo é bom que as pessoas percebam que se trata de ficção. Eu não tento em momento algum criar uma nova teoria. Eu apenas juntei várias teorias e cozinhei um enredo que resultou numa trama onde os principais ingredientes são o amor, a eterna guerra entre o bem e o mal, a intriga e a espiritualidade. O que eu gostaria mesmo de conseguir com este romance, é, tal como diz o escritor Luís Miguel Rocha no prefácio, levar quem o lê, a fazer perguntas.

HT: Gosta de Ler? Se sim, quais as suas referências literárias?
Ana Cristina Pinto: Eu adoro ler. Como eu digo sempre, já em criança preferia livros a bonecas. Não posso por isso garantir, que não fui buscar inspiração para o meu estilo de escrita a um ou outro autor que gosto mais. Harold Robbins, Deborah Harkness, Siba shakib, Jeffrey Archer, Tolkien e George R.R.Martin (no género fantástico), e sempre, sempre os portugueses Lobo Antunes , Fernando Pessoa, Miguel Torga, e os contemporâneos, Luís Miguel Rocha, José Rodrigues dos Santos, Inês Pedrosa, José Luís Peixoto, Miguel Esteves Cardoso entre outros. Só em Portugal temos excelentes autores.

HT: O que mudou na sua vida depois da publicação do livro?
Ana Cristina Pinto: Mudou tudo e nada. Eu continuo exactamente a mesma pessoa, a fazer o que sempre fiz. O que mudou foi a minha preocupação maior em melhorar sempre, porque se dei este passo, não posso agora defraudar quem me lê. Claro que não agradarei a todos, mas àqueles a quem a minha escrita agradar, devo isso. É um compromisso entre mim e eles.

HT: Para terminar, sei que ainda é muito cedo, mas não posso deixar de perguntar: já pensa num novo livro ou ainda está a “aproveitar” este?
Ana Cristina Pinto: Estou a fazer ambas as coisas. Este livro é o primeiro volume de uma saga e o segundo já está em fase de preparação. Contudo, “ A Guardiã” é uma história que exige muito trabalho. Não basta escrever e já está. É preciso fazer muita pesquisa, compreender muitos conceitos, e voltar à fase de encaixar todas as pecinhas para que a história faça sentido. Isto não se faz em meia dúzia de meses, infelizmente. Antes que saia o segundo volume, tenho praticamente preparado um romance que nada tem a ver com este, até o registo de escrita é completamente diferente, não exige qualquer pesquisa, o que o torna bem mais fácil, mas que acredito, cumprirá na perfeição os objectivos de qualquer livro: Envolver o leitor da primeira à última página e levá-lo a fugir das suas rotinas. Este livro será, sem dúvida, o meu hino ao amor. 

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