quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Entrevista a Daniel Jonas

quinta-feira, 22 de outubro de 2015
Esta semana o entrevistei Daniel Jonas, vencedor da edição deste ano do Grande Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes.

HT: Tem quatro livros de poesia publicados. Como surgiu o gosto pela escrita e porquê a poesia?
Daniel Jonas: Não consigo datar com precisão o gosto pela poesia, mas a sua prática mais séria, digamos assim, ocorreu pelos meus dezoito anos, mais ou menos, e foi acirrado por um estímulo externo, concretamente o de uma professora de Português que viu ali, embrionariamente, qualquer coisa de prometedor, bondade dela, com certeza...

HT: Presumo que goste de ler. Em caso afirmativo, quais as suas referências em termos literários?
Daniel Jonas: Em termos literários as minhas referências são razoavelmente vastas, vastas de mais para assinalar aqui alguns sem claro prejuízo para outros. Aliás, sempre que me ensaio em exercícios de ilha deserta deste modo não passam cinco minutos sem que ponha a mão na cabeça por me haver esquecido deste ou daquele escritor. Privilegio a leitura de figuras mais ou menos declaradamente canónicas, mas também poetas menores e figuras literárias satélites de outros nomes maiores. Não lhe sei sequer dizer quais os meus autores preferidos. 

HT: O que acha do actual panorama literário português?
Daniel Jonas: O actual panorama literário português é muito diversificado e muito vitaminado. Diria mesmo que há mais escritores do que leitores. O que faria, por exemplo, da presunção implícita na sua anterior pergunta uma presunção bastante justificada.

HT: Acabou de vencer o Grande Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes. Que mudanças acha que esta distinção lhe vai trazer?
Daniel Jonas: Os prémios são tão subjectivos quanto por estes dias o prémio PEN ter sido atribuído ex-aequo a dois poetas, dos quais nenhum sou eu (nem tampouco fui para isso nomeado). Ou seja, é uma decisão que depende inteiramente dos seus respectivos jurados e se calhar dos seus humores de momento, o que não quer dizer que não me sinta evidentemente muito sensibilizado e contente por tal e tal elemento do júri se ter decidido por mim. Quanto às repercussões de tal distinção, penso que me dá mais algum fogo de momento, para este motor de explosão que alimenta a minha inclinação poética.

HT: Para terminar, está a trabalhar num novo livro? Em caso afirmativo, pode levantar-nos a “pontinha do véu”?
Daniel Jonas: Sim, estou a trabalhar num livro de poemas, diria liricamente mais generalista, intitulado “Bisonte”. Deverá vir a público no primeiro trimestre do próximo ano.       

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